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13 de outubro de 2018

Livros que Marcaram a Infância de 8 Autores

autores-nacionais
O livro infantil ou infanto-juvenil, na maioria das vezes, é a porta de entrada para o maravilhoso mundo da literatura. Então, em comemoração ao Dia das Crianças e ao Dia Mundial do Escritor, a Gatita perguntou a alguns dos autores parceiro do blog qual foi o livro marcante na infância de cada um. Venha conferir os livros que povoaram a imaginação fértil dos escritores que admiramos. 

22 de setembro de 2018

[Parceria] Monomito Editorial

Tenho muito orgulho de anunciar a parceria do Gatita & Cia. com a Monomito Editorial. Obrigada pela confiança no nosso trabalho.

Essa parceria já começa com um grande mistério. Quem aí curte Sherlock Holmes e Hercule Poirot?

23 de maio de 2018

31 de janeiro de 2017

[Anne Rice Project] 12 Meses com os Vampiros

anne rice project banner gatitaecia
Essa semana o blog Gatita & Cia completa 2 anos de existência. Uuuuuuhhhhhh!!! Pensando em marcar essa data e agitar as coisas por aqui, criei o Anne Rice Project. Venha conhecer esse projeto literário com uma das minhas autoras favoritas e seus vampiros.

10 de outubro de 2016

Top 10: Livros Infantis em Tag 140 Caracteres


Oi, pessoal!
Finalmente vou responder uma tag! Mil desculpas a todos que me indicaram tags super legais. Prometo tentar colocar todas em dia assim que possível.
Vou iniciar com a "Tag 140 Caracteres” que fui indicada pela Babi do blog “Meu Mundinho Quase Perfeito". Adorei, obrigado por me marcar!
Nessa tag você tem que resumir em 140 caracteres o enredo de um livro. Aproveitando a proximidade do Dias das Crianças, vou fazer o Top 10 dos meus livros infantis que são ótimas dicas de presente para comemorar essa data e divertem todas as idades.

25 de julho de 2015

[Resenha] O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas



O Conde de Monte Cristo
Le Comte de Monte-Cristo
Alexandre Dumas
ISBN-13: 9788537801130
ISBN-10: 8537801135
Ano: 2008 / Escrito em 1844
Páginas: 1376
Editora: Zahar



“Recuando no passado, esqueço o presente;
 percorrendo livre e independente a História,
 esqueço-me de que estou preso”.
(ALEXANDRE DUMAS,
in: O conde de Monte Cristo, 1844)

Falar sobre clássicos é sempre uma tarefa difícil por causa de sua complexidade, afinal sobreviveram ao crivo do passar dos anos por algum motivo. Mas não temam! A complexidade da obra “O Conde de Monte Cristo” (Alexandre Dumas, Le Comte de Monte-Cristo, 1844, Editora Zahar) reside na qualidade de seu enredo e não na dificuldade da leitura.
Ilha de Montecristo
A escrita é acessível e flui fácil pelas, inicialmente intimidantes, 1376 páginas. Sim, você leu certo! São mais de mil páginas que em algumas edições podem ser separadas em dois volumes, mas cada parágrafo é recompensador.

Em 1815, o jovem marinheiro francês Edmond Dantès retorna com sucesso de uma navegação em que o capitão adoece e morre. Provando sua competência e lealdade, se torna o capitão substituto da sua embarcação. Aproveitando a promoção e a perspectiva de um futuro brilhante, o apaixonado Edmond apressa seu casamento com a bela catalã Mercedes, mas seus planos são bruscamente interrompidos ao se ver no centro de um complô gerado por diversos motivos, entre eles inveja, ciúmes e segredos de famílias influentes que resultam em sua prisão. Pego no meio da paranoia criada pela instabilidade política provocada por Bonaparte e o rei francês, o ingênuo Dantès é encarcerado em uma masmorra no Castelo d’if sem direito de defesa.

Alexandre Dumas, autor também de “Os Três Mosqueteiros”, explora um dos momentos mais conturbados da história francesa em que Napoleão Bonaparte, exilado na Ilha de Elba, movimenta suas peças para destronar Luís XVIII. Foi esse clima de incertezas que possibilitaram as delações sofrida por Edmond Dantès, do mesmo modo que ocorreu em várias épocas, sendo a “caça às bruxas” contra os comunistas durante o Macarthismo nas décadas de 1940 e 50 nos Estados Unidos um dos mais marcantes exemplos.

O governo bonapartista dura apenas 100 dias, mas Edmond Dantès passa 14 anos trancafiado. Nesse tempo tem que lidar com todas as fases de luto por sua antiga vida perdida até encontrar o abade Faria, seu vizinho de cárcere.

Um tipico homem renascentista, versado nos mais diversas ciências e línguas, o abade faz do inculto marinheiro seu pupilo enquanto ambos mantem a esperança de que seus planos de fuga sejam bem sucedidos. Ao escapar da ilha, Edmond herda do velho prisioneiro, além da sabedoria, o tesouro escondido na Ilha de Monte Cristo que lhe proporciona engendrar sua vingança.

Personificando o Conde de Monte Cristo, Dantès ludibria e manipula para alcançar seus objetivos, se tornando um anjo vingador a serviço da providência divina ou, como alguns diriam, colocando o destino de volta nos trilhos. Nessa parte fica impossível largar o livro até descobrir os desdobramentos de sua desforra, que nem ao menos poupa os descendentes de seus antagonistas.
Jim Caviezel

Os personagens secundários são muito bem construídos, o que torna o livro tão superior a todas as adaptações cinematográficas, mesmo as bem produzidas como a versão de 2002 estrelada por Jim Caviezel. Confesso que gostava desse filme, mas após ler o original, percebi que a obra foi mutilada em busca da simplificação. Falando em deturpação, o prêmio provavelmente irá para a série de sucesso americana de 2011 “Revenge” que é uma espécie de variante feminina e atual da trama de Dumas.


A história real do próprio pai de Alexandre Dumas serviu de rica inspiração para seus livros. É isso que relata o biógrafo Tom Reiss na recém lançada biografia sobre o pai do escritor (“O Conde Negro - Glória, Revolução, Traição e o Verdadeiro Conde de Monte Cristo”, Editora Objetiva, 2015, 496 páginas). Filho de uma escrava com um conde, tornou-se um importante comandante da Revolução Francesa até acabar seus dias enclausurado e esquecido em uma prisão. Neste caso as semelhanças entre o conde real e o da ficção não são mera coincidência. Será que a obra-prima de Alexandre Dumas foi o caminho que o autor encontrou para lidar com seu drama familiar e vingar o pai, nem que apenas nas páginas de seu livro? Eu acredito que sim!
Excelente!

O Conde de Monte Cristo em:

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